Prevenção e segurança no atendimento aos clientes já são palavras de ordem numa farmácia magistral. Mas, algumas questões protocolares ficaram ainda mais severas neste momento de pandemia. A prevenção já deve estar na porta da loja, segundo recomendações dos principais órgãos de Saúde e da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

  • Na porta da farmácia: o ideal é que cada cliente seja orientado a passar álcool gel 70% nas mãos logo na entrada da farmácia. Se possível, cada pessoa deve receber uma máscara para ser usada durante todo tempo de permanência em loja ou, na falta, lenço de papel. Em casos extremos, se for necessário medir a temperatura de um cliente, isso deve ser feito com uso de termômetro infravermelho (sem contato). Clientes com temperatura acima de 37,0°C devem ser imediatamente encaminhados para atendimento pelo farmacêutico em área isolada da loja.
  • Antigripais e antitérmicos: as gôndolas de autoatendimento para antitérmicos e antigripais devem receber atenção especial. As superfícies onde os clientes tocam devem ser desinfectados frequentemente com álcool líquido 70%. Um funcionário treinado deve abordar clientes comprando antitérmicos e antigripais a fim de identificar presença de sintomas sugestivos (como tosse, espirros, congestão nasal ou falta de ar) encaminhando casos positivos imediatamente para atendimento pelo farmacêutico.
  • Gerenciamento de resíduos: o plano de gerenciamento de resíduos deve ser adequado e aplicado por todos os funcionários da loja, supervisionados pelo farmacêutico responsável e pelo gerente. 
  • Descarte de EPIs: os funcionários devem ter consciência com relação ao descarte de equipamentos de proteção individual para evitar contaminação secundária. Se algum cliente estiver sendo tratado em casa ou estiver cuidando de algum paciente diagnosticado com COVID-19, orientar que ele separe uma lixeira para destinar os resíduos originados no dia a dia do tratamento e no processo de recuperação.
  • Medidas após atendimento: os locais e objetos de trabalho devem ser  desinfetados após a saída do cliente.
  • Saúde mental dos trabalhadores: durante episódios de epidemias é comum que profissionais da área da saúde passem por momentos de grande pressão psicológica. Para realizar uma boa gestão emocional, é importante estabelecer um bom relacionamento interpessoal e manter uma atitude positiva e otimista, além de sono adequado e uma dieta equilibrada. Isso ajuda a fortalecer a imunidade. Manter-se informado apenas por fontes confiáveis é também o melhor a fazer, além de seguir as orientações fornecidas pela empresa, ficando atento às recomendações do Ministério da Saúde.

Dicas de limpeza e procedimentos preventivos:

Como o coronavírus pode ser transmitido por meio de gotículas e contato, todas as áreas do ambiente da farmácia que possam ter sido contaminadas com o vírus devem ser desinfetadas. Seguem algumas dicas de limpeza e procedimentos preventivos para implantar na rotina da sua farmácia e beneficiar sua equipe e clientes:

  • Os produtos indicados para desinfecção no caso do SARS-CoV-2 são: álcool 70%, solução de hipoclorito 1% e detergentes contendo cloro ativo. Não devem ser utilizados produtos à base de clorexidina para a antissepsia do local, pois estes não são efetivos.
  • As superfícies nas áreas de circulação, incluindo telefones, computadores, móveis, corrimões e maçanetas devem ser limpos e esterilizados com álcool líquido 70% a cada 2 horas.
  • A limpeza de instrumentos clínicos, como termômetros, estetoscópios, glicosímetros, aparelho de pressão, balança de bioimpedância, entre outros utilizados pelo farmacêutico, devem ser limpos e esterilizados com álcool líquido 70% após cada uso ou imediatamente, caso haja suspeita de contaminação.
  • As áreas grandes (facilities) da loja, como chão, banheiros, pias, balcões, refrigeradores, lockers, equipamento de ar condicionado, entre outros, devem ser limpos e esterilizados com desinfetante contendo cloro ativo e/ou solução de hipoclorito 1% no mínimo uma vez ao dia.
  • Roupas de trabalho, como aventais, jalecos e uniformes devem ser esterilizados duas vezes por semana, substituindo a roupa imediatamente caso haja contaminação no contato com pacientes. A esterilização é feita por lavagem a quente, em temperatura de 75 graus por pelo menos 30 minutos ou 80 graus por pelo menos 10 minutos. Também pode ser feito deixando a roupa de molho em solução de hipoclorito 1%, para roupas brancas, por pelo menos 30 minutos (separar de outras roupas não contaminadas).
  • Utensílios de limpeza, como esfregão, vassouras e rodinhos devem ser separados e limpos em área própria. Deve-se enxaguar com água após cada utilização, mergulhar e esterilizar com solução desinfetante contendo cloro por 30 minutos, enxaguar novamente e depois secar para utilizar novamente.
  • O ambiente deve ser ventilado. Quando possível, deve-se forçar a circulação do ar no ambiente da loja, mantendo o ambiente arejado. Abrir as janelas ou ligar o ventilador mecânico por no mínimo 30 minutos duas vezes ao dia é o indicado.
  • Deve-se efetuar a limpeza dos filtros de ar condicionado e utilizar equipamentos portáteis de esterilização do ar em ambientes onde não seja possível manter boa ventilação. 

 

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